Lembro de você. 2016. Sala de aula.
Sabe que é impressionante como tem tempo “isso”?! Começou do nada, nem eu vi.
Talvez, algumas trocas de olhares, alguns assuntos compartilhados. Assim foi o
início da nossa história. “Nossa história” ficou muito forte né?! Mas resolvi
chamar assim, para que sejamos levados à sério pelos leitores, mesmo você não
me levando. Falou que gostava de mim e eu acreditei, cara, eu acreditei. Além
disso, gostei de você também, mesmo indo contra minhas próprias regras.
Lembro de você. 2017. Foi pra outro
país. Me deixou, mesmo nunca estando comigo. Fazia parte da minha rotina o seu “bom
dia” e nossas conversas, adorava saber tudo, até porque você me viciou desse
jeito, intensificou todo sentimento, deixei minhas benditas regras de lado por
você. Mas num belo dia, eu despertei para a realidade. Acordei e vi uma
postagem de um buquê de flores, estava tão lindo, palavras tão perfeitas, foi
então que caiu a ficha que seu coração já tem nome, sobrenome e aliança.
Entendi a vida real e desejei que não fosse tão real assim. Imaginei que todo
aquele sentimento era mentira, me refiz, me convencendo que eu merecia mais do
que apenas umas borboletas no estômago por receber mensagens suas. Parou aí.
Pensei que teria acabado, nunca imaginei que escreveria um texto pra você, mas
olha eu aqui com muita coragem, escrevendo e te imaginando lendo isso com um
sorriso de lado, se não tiver, coloque-o por favor.
Em 2018 prometi que nada disso nunca
mais aconteceria, mas você não tem ideia do efeito que você causa em mim, ou
talvez tenha. Desde o friozinho na barriga, até sorrisos ao ler suas mensagens.
Me impressiona o jeito que você me trata, seu interesse em ler meus textos, em
conversar comigo mesmo que estejamos sem assunto. Você sabe como me conduzir,
mesmo não me conduzindo. E eu adoro isso. Talvez você não soubesse metade das
coisas descritas aqui e ficou surpreso com a descoberta, ou talvez você é o
cara que eu penso que seja e está rindo do meu texto meloso nesse momento.
Não imaginou que “isso” teria ido tão longe né? Agora, pleno 2019. Estamos aí
com “isso” que só a gente tem, talvez, só eu.
